Pular para o conteúdo principal

ANUNCIO

MORTE DE POLICIAL É FRUTO DO ABANDONO

A morte do soldado Mendes poderia ter sido evitada se o estado oferecesse tratamento aos policiais militares que sofrem com transtornos mentais, alcoolismo e uso de drogas.

Fui testemunha do sofrimento do soldado Mendes e sua família, nestes últimos três anos, o policial foi preso por deserção e respondeu vários procedimentos administrativos.

Particularmente sinto que o estado deseja excluir da corporação estes  policiais quando deveria dar atenção e oferecer tratamento.

“Ao excluir da corporação policiais doentes o estado está jogando nos braços da família uma pessoa que necessita de tratamento e sem nenhum rendimento financeiro. Isso não pode mais ocorrer.”

O interessante é que além de existir vários policiais afastados e sem tratamento, existem os que estão trabalhando normalmente. Na própria cidade de Macaíba, existia até a última semana um policial visivelmente acometido de alcoolismo dando serviço de rádio operador. Isso é um absurdo.

Ficam as perguntas:

Quantos policiais irão morrer por total abandono?
Quantas famílias irão continuar sofrendo?

MP QUER SABER COMO A PMRN TRATA O POLICIAL COM PROBLEMAS MENTAIS E DE ALCOOLISMO
No ultimo dia 19, o promotor Wendell Beetoven vai apurar os mecanismos empregados pela Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte para apoio ao policial com problemas psiquiátricos, para prevenção ao abuso do consumo de bebidas alcoólicas e ao uso de drogas ilícitas.

Através do Ministério Público, o promotor pediu a Polícia Militar para informar quais são os procedimentos adotados em relação aos policiais militares diagnosticados como portadores de transtorno mental para acompanhar o tratamento médico, buscando desta forma, saber se existe algum programa específico para a prevenção, tratamento e recuperação do alcoolismo e do uso de drogas ilícitas aos policiais militares. Bem como, se ocorre periodicamente exames toxicológicos nos policiais como forma de prevenir o uso ou abuso de tais substâncias.

Comentários

  1. É um verdadeiro descaso a forma como a Polícia Militar trata os seus profissionais. São muitos os PMs que apresentam problemas com o álcool e drogas, além de uma quantidade enorme de policiais que apresentam problemas psiquiátricos e por mais incrível que possa parecer, ainda continuam tirando serviço armados com uma PT.40 e atendendo a população, quando na verdade, esse profissional deveria estar afastado de suas funções e passando por acompanhamento de um especialista. Outro dia na zona norte, em uma base comunitária, pude constar a problemática que nossos policiais atravessam. Onde um policial visivelmente acometido de problemas emocionais, estava literalmente alterado em seu serviço, bastante exaltado e reclamando das condições de trabalho precárias. Não existe acompanhamento aos nossos policiais, estão abandonados e jogados ao relento. Se um policial está com problemas psiquiátricos e tomando medicação controlada, não pode jamais estar de serviço armado e atendendo a população. É um enorme risco para ele e para a sociedade.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

ANUNCIO

Postagens mais visitadas deste blog

GOVERNO NÃO FALA EM VALORES E MARCA NOVA REUNIÃO

Em reunião do comando e entidades com o Secretário de Administração e dos Recursos Humanos, Dr. José Anselmo, o governo informou que não tem como pagar de uma só vez a proposta de subsídio apresentada pela categoria e que na próxima reunião será apresentada uma simulação com valores e forma de pagamento, tendo como parâmetro a proposta de subsídio da categoria. O Secretário informou que haverá uma simetria entre todas as instituições de segurança pública do estado e que em vez de níveis será trabalhado o anuênio. Respeitando sempre a lei de responsabilidade fiscal. Ficando marcada a próxima reunião para ocorrer às 16:00 horas, do dia 27 de setembro. Estiveram presentes o secretário da Segurança Pública, Aldair Rocha, o comando da Polícia Militar, Coronel Araújo, o comando do Corpo de Bombeiros, Coronel Dantas, todos os presidentes das associações e demais militares. A simulação que será apresentada é uma proposta? Infelizmente, não sei informar. Mas ainda teimo em acreditar na boa...

ASSOCIAÇÕES TEM SURPRESA AO CHEGAR NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Ao chegar à Assembleia Legislativa para solicitarmos a votação da mensagem enviada pelo governo junto aos deputados, fomos pegos de surpresa. A governadora enviou à assembléia a mensagem contendo os reajustes da Lei 273, confirmando o acordo feito na ultima segunda-feira (01) junto às associações. Mas como nada vem de graça. Estava incorporada a lei as gratificações que contemplavam todos os oficiais. POSTO........................GRATIFICAÇÃO CORONEL.....................R$ 2.000,00 TEN-CORONEL............R$ 1.500,00 MAJOR..........................R$ 1.200,00 CAPITÃO......................R$ 1.000,00 1º TENENTE................R$ 800,00 2º TENENTE................R$ 600,00 Neste momento os presidentes das associações se reuniram e decidiram pedir aos deputados a supressão do artigo que criava a gratificação dos oficiais, onde nenhum deputado aceitou. Foi analisada neste momento a hipótese da retirada da mensagem para votação, para ser analisada e posteriormente ser votada. Podendo acontece...

STF confirma que Guardas Municipais integram o Sistema de Segurança Pública, anulando outras interpretações jurídicas

Do ponto de vista jurídico, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), recentemente, firmou um entendimento muito importante para a atuação das Guardas Municipais em todo o país. Por maioria de votos dos ministros, o STF confirmou, no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 995, que as Guardas Municipais integram o Sistema de Segurança Pública. Com isso, a decisão, nas palavras do STF, declara “inconstitucional todas as interpretações judiciais que excluem as Guardas Municipais, devidamente criadas e instituídas, como integrantes do Sistema de Segurança Pública”. Por que essa decisão [aparentemente óbvia] é tão importante? A autoria do pedido ao STF foi da Associação das Guardas Municipais do Brasil (AGMB), que alegou que diversas decisões judiciais no país, por não reconhecer as Guardas Municipais como parte do Sistema de Segurança Pública, acabavam “afetando o exercício das atribuições das guardas municipais e comprometendo a segurança jurídica”. ...