O coronel Araújo não sofre de insônia, mas não se recorda quando, nos últimos três anos, dormiu sem ser despertado durante a madrugada. Imediatamente, levanta-se, atende o telefone, delibera soluções e, se for necessário, pega o carro e vai resolver o problema. Araújo é reconhecido pela sua “onipresença”. Sorrindo, na maioria das vezes, faz questão de apresentar saídas onde todos enxergam portas fechadas. Para o comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, não há pergunta sem resposta imediata. Araújo não arrisca apontar um quantitativo de ligações que recebe durante o dia. No primeiro minuto da entrevista, o celular toca quatro vezes; outras duas chamadas são silenciadas. Do outro lado da linha, a prefeita de Santana do Matos avisa que está chegando para uma reunião no quartel do Comando-geral. Antes, um policial e um jornalista, que perguntava sobre a formação de um grupo de operações especiais, já haviam sido atendidos. O coronel Francisco Canindé de Araú...
Política e Segurança Pública.