O último dado divulgado sobre o aumento dos saques e homicídios na Bahia, durante a greve ou motim dos policiais, é estarrecedor. Em sete dias, foram 135 homicídios em Salvador, um acréscimo de 145% em relação a uma semana normal. Pela forma como o movimento nasceu, cresceu e continua apavorando o país, é preciso que as autoridades não pensem na Bahia simplesmente como um Estado da federação em que fracassou o diálogo entre o governo e os policiais. Neste momento, somos todos baianos em preocupação com o presente e o futuro. Quem não vive na Bahia pode achar que o problema se restringe aos baianos ou a quem comprou pacote turístico para passar as férias ou o Carnaval em Salvador. Esses, sem dúvida, estão em apuros, porque correm o risco de passar as férias trancados no hotel, por questões de segurança, ou de não ver seus trios elétricos preferidos. Espera-se que o impasse termine antes do Carnaval, mas, como o objetivo dos grevistas é provocar transtornos para mostrar a força (e a imp...
Política e Segurança Pública.