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>> OS ANJOS CINZAS

Todos os dias saem de casa cedo, uma legião de anjos. Esses anjos não são brancos como as nuvens brancas, eles são cinzas, como as nuvens cinzas.

Eles não possuem asas, nem ao menos têm liberdade para voar, mesmo assim estão firmes no batente e cada um deles guarda a vida de uma parcela da população garantindo-lhes o direito a liberdade. Na hierarquia dessa legião de anjos, não existem serafins nem querubins. São na verdade soldados, cabos e sargentos que renunciam a cada serviço rotineiro, a guarda de suas casas, de suas esposas, de seus filhos, de seus pais e mães, para guarnecerem a vida e a tranqüilidade da sociedade, de pessoas que se quer conhecem e de tantas que se quer reconhecem o esforço desses anjos, que muitas vezes passam despercebidos no vai e vem tresloucado da cidade. Para protegerem a vida de cada um, oferecem como sacrifício sua própria vida.

Para garantirem o direito de ir e vir de cada um, muitas vezes vão e não voltam. Para garantirem a paz necessária, enfrentam destemidos a guerra urbana, a violência que se expande a cada dia por todos os cantos. Protegem o patrimônio de muitos e muitas vezes se quer conseguem em vida um patrimônio capaz de oferecer o bem estar merecido de suas famílias e de si próprios.

Um dia, como todos os mortais, esses anjos morrem. Às vezes prematuramente. Quando assim ocorre, transportam-se para uma dimensão transcendental. Integram o exército supremo dos anjos brancos e continuam por guarnecerem a vida de muitos outros que habitam a dimensão do mundo material. Protegem aqueles que aqui não conseguiram entender seu real valor, ou interpretar sua real missão.

Não hesite em acreditar. Do teu lado haverá sempre um anjo cinza preparado para o sacrifício, se por ventura te sentires ameaçado na tua integridade ou no teu patrimônio, pois essa é a missão constitucional de cada policial militar que optou, por pura vocação, proteger a vida de outrem nem que para isso precisem sacrificar a própria vida.

CB PM RN MARCOS TEIXEIRA

Comentários

  1. Parabéns pelas palavras, e assim que o verdadeiro policial se sente, aquele que enfrenta a guerra, não pelo valor do salário que recebe, mas pelo sentimento do dever cumprido, por saber que mesmo as vezes sem a estrutura necessária e nele que a sociedade deposita sua esperança para que se possa garantir os direitos constitucionais dos cidadãos, e munido da bravura que todo verdadeiro policial tem, fazemos o que for necessário para cumprir-mos nossa missão. A aqueles que nos apoiam, obrigado, e a aqueles que nos criticam, estaremos pronto a ajudá-los se for necessário.

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  2. Parabéns, Cb Marcos Teixeira, belíssimo texto! Expõe muito bem nossa realidade como anjos fardados nas ruas à defesa de uma sociedade, de homens e mulheres, que, muitas vezes, não nos dão o valor necessário. Mas, mesmo assim, façamos o nosso trabalho pelo reconhecimento Divino. Esse sim, é justo.

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